Amanhã: Como nos tornamos quem somos? com Angela Carneiro e a Música no oriente com Alba Lírio.

O dia começa com a Angela Carneiro nos guiando em uma conversa sobre o que estamos produzindo a partir destes encontros.

“Como nos tornamos quem somos? – Formações micropolíticas e produções de subjetividades ou, o que estamos fazendo nesse andor?”
Nossa proposta para a próxima terça-feira é criar um espaço de reflexão sobre o conhecimento que está se produzindo entre nós, as questões que nos desafiam, os novos territórios e os desvios de rota.
Ao mesmo tempo, afirmar o compromisso de travessia que assumimos na Chegança e renovar modos de sustentá-lo.
Um contratempo em nossos fazeres para que a palavra se trance em múltiplas narrativas feita de elementos heterogêneos e nos ajude, enquanto artistas, produtores e multiplicadores poéticos, imaginar e antecipar outros mundos. Com algumas ferramentas e cúmplices toquemos o barco e na aba do vento a viagem já é trans form ação.

  • Areias do tempo

No segundo tempo teremos a presença da musicista, educadora e terapeuta vocal Alba Lírio.

Alba vai falar da música no oriente, vai demonstrar a escala musical indiana de 22 tons, vai nos contar o que  são os ragas, os mantras, invocações e os cantos devocionais. A aula da Alba Lírio nos levará a pensar sobre a relação da voz com o corpo e do corpo com a mente.

Alba Lírio é formada em Comunicação Social (PUC RJ e Facha) e em Educação Vocal (The Vox Mundi School, San Francisco, Ca., piano e teoria musical pelo Conservatório Brasileiro de Música RJ). Como musicista, compositora, educadora e terapeuta vocal, escritora e pesquisadora atua no campo das artes e das tradições vocais de matriz indígena, afro-brasileira e indiana. Há 20 anos dirige no Brasil a Vox Mundi School of the Voice, com sede no Rio de Janeiro, e ministra regularmente cursos em educação da voz no país e no exterior, para músicos, não-músicos, profissionais da voz e público em geral. Há sete anos ministra o Curso Intensivo Yoga da Voz em Brasília, que também acontece no Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. É professora convidada de instituições nacionais e internacionais (Unipaz, PUC Rio, Universidad Del Hombre de Buenos Aires, Casa das Palmeiras, Sistema Rio Abierto do Uruguai e Espanha, Vox Mundi EUA, India e Argentina, Shivananda Ashram, Bahamas). É ministrante da Oficina de Cantos Afros Ayaya Vox Mundi nos Festivais de Dança, Música e Cultura Afro-Brasileiras. É educadora vocal de atores, destacando-se a preparação do núcleo indiano da novela “Caminho das Índias”; é professora regular dos grupos teatrais Moitará, Cia. Brasileira de Mystérios e Novidades, Gigantes pela própria Natureza, e Grupo Off-Sina. Como pesquisadora e escritora é autora do livro “Baixinha: biografia de uma operária da fé; é co-autora do livro biográfico “Heitor dos Prazeres, sua Arte e seu Tempo”, em parceria com o filho do artista; foi pesquisadora e roteirista do documentário “Quilombos Raízes do Brasil”, foi coordenadora editorial do livro comemorativo dos 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e co-autora do livro “O Espirito das Águas”, sobre o Rio São Francisco. Foi repórter da Radio Globo e coordenadora de Comunicação da Radio MEC.

8 comentários sobre “Amanhã: Como nos tornamos quem somos? com Angela Carneiro e a Música no oriente com Alba Lírio.”

  1. Somos todos viajantes à procura. À procura de que? Não interessa mais atender a essa pergunta com tanta comoção aflitiva do espírito. Compreendi.Da procura se dá encontros. Eis que esse é o principal das viagens todas:os encontros.

    Essas aulas e essas conversas me trazem o lindo poema de Carlos Drummond de Andrade, O Homem e as Viagens.

    O Homem e as Viagens

    O homem, bicho da Terra tão pequeno
    chateia-se na Terra
    lugar de muita miséria e pouca diversão,
    faz um foguete, uma cápsula, um módulo
    toca para a Lua
    desce cauteloso na Lua
    pisa na Lua
    planta bandeirola na Lua
    experimenta a Lua
    coloniza a Lua
    civiliza a Lua
    humaniza a Lua.

    Lua humanizada: tão igual à Terra.
    O homem chateia-se na Lua.
    Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
    Elas obedecem, o homem desce em Marte
    pisa em Marte
    experimenta
    coloniza
    civiliza
    humaniza Marte com engenho e arte.

    Marte humanizado, que lugar quadrado.
    Vamos a outra parte?
    Claro — diz o engenho
    sofisticado e dócil.
    Vamos a Vênus.
    O homem põe o pé em Vênus,
    vê o visto — é isto?
    idem
    idem
    idem.

    O homem funde a cuca se não for a Júpiter
    proclamar justiça junto com injustiça
    repetir a fossa
    repetir o inquieto
    repetitório.

    Outros planetas restam para outras colônias.
    O espaço todo vira Terra-a-terra.
    O homem chega ao Sol ou dá uma volta
    só para tever?
    Não-vê que ele inventa
    roupa insiderável de viver no Sol.
    Põe o pé e:
    mas que chato é o Sol, falso touro
    espanhol domado.

    Restam outros sistemas fora
    do solar a colonizar.
    Ao acabarem todos
    só resta ao homem
    (estará equipado?)
    a dificílima dangerosíssima viagem
    de si a si mesmo:
    pôr o pé no chão
    do seu coração
    experimentar
    colonizar
    civilizar
    humanizar
    o homem
    descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
    a perene, insuspeitada alegria
    de con-viver.

    http://www.youtube.com/watch?v=dPGsaoUtQVg

  2. Ah, um piano…

    Importante falar sobre a música. Já revisei meu passado quando com o salário do meu primeiro emprego, me matriculei em um conservatório de música para um curso de piano.
    – De piano! perguntou surpresa a minha mãe que como meu pai, achava que era jogar dinheiro na lata do lixo uma vez quea música era por eles considerada como uma cultura inútil.
    Poderia ter feito opção por um instrumento mais popular, como o violão, por exemplo que estava mais de acordo com a minha realidade. mas fui sismar logo com o piano e esse é um dos grandes arrependimentos que trago na vida: Por que não aprendi a tocar um violão, um instrumento bem mais popular e de mais fácil aquisição?
    Sem um piano em casa, tomei emprestado um miniórgão, daqueles de brinquedo da minha prima, para realização dos exercícios.Tirei nota máxima no primeiro teste mas depois as partituras foram se tornando mais complexas de modo que o brinquedo já não atendia mais a minha demanda musical.
    Verificando ser impossível estudar piano sem um piano, desisti.
    Mas a música é algo figadal em meu ser. Hoje, meu instrumento é a escrita mas aprecio a música e valorizo muito os músicos.
    Arranho muito mal um violão e me sinto amputada por isso.
    Sinto emoção extrema diante de um recital ou de uma peça musical erudita ou popular bem executada.
    Essas aulas me permitirão lembrar de quem fui um dia e de quem sou hoje.

    Bom dia com muitamúsica e poesia!

    Rogéria Reis
    RJ,26/11/2013

  3. Olha, os links não estão bons (no MEU computador não funcionaram), então procurei as referências por aí. Um eu encontrei, mas Areias do Tempo vai desde o sinônimo para AMPULHETA, literatura, desenho animado e banda romântica. Daí, só Deus para saber – ou leia tudo e pronto! rss
    **botei os links no FaceBook da UQ, pq aqui não deixa!

  4. Uau! ainda bem que eu estava marcado pra viver essa experiência!! Chegou a hora para esse Mestre Quebradeiro poder se explalhar em cultura UQ – veio de encomenda, só pode! Angela Carneiro, aí vamos nós!

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