“Vê se isso aqui é um livro?!”

Delano Valentim nos ensina o caminho das pedras para escrever e publicar um livro. Mas na verdade ele quer dizer que o ‘segredo’ é traçar o seu próprio caminho. “Hoje o mercado é de quem faz, e não de quem fala que faz”, afirmou Delano, indicando que o sucesso ou fracasso de um livro depende principalmente do empenho de seu escritor.

Nosso palestrante apontou para a importância de se ter um livro publicado por uma editora. A credibilidade de um livro é maior quando garantida pela editora e leva as pessoas, principalmente os distribuidores, a de certa forma dar uma importância maior a ele. “O distribuidor não vai pegar o seu livro sozinho”, disse.

De qualquer maneira, se o autor não for suficientemente conhecido e/ou não tiver verba para que sua obra seja exposta nas principais bancadas de uma livraria, ela irá para as inexpressivas prateleiras de fundo das livrarias. E para chamar atenção nessas condições, Delano aponta para a solução: uma capa e um título muito criativos e chamativos.

Apesar de os caminhos para se conseguir chegar a uma editora de qualidade serem diversos, alguns fogem do senso comum. Delano, por exemplo, chegou lá por causa de um prêmio de literatura que ganhou. A linguagem do livro que ele mandou para os editais era extremamente coloquial. Foi por isso que ele não foi classificado em quase todos. E também foi por isso que ele foi alcançou o primeiro lugar em um único edital, cuja proposta era inovadora.

Essa linguagem diferenciada fez com que ele mesmo tivesse dúvidas quanto à sua autenticidade. Foi por isso que ele entregou seu manuscrito a seus amigos e perguntou: “vê se isso aqui é um livro?!”. E na verdade, tratava-se de um bom livro.

Sobre essa visão aberta que teve o edital que premiou Delano e a visão fechada que tiveram os outros, concluiu Amara: “Às vezes não é a literatura do autor que não tem qualidade. Ela geralmente tem. O que acontece é o júri não ter qualidade suficiente para julgar essa literatura”. E assim percebemos que há mais possibilidades para escrever do que imaginamos. Portanto devemos ser persistentes, acreditar em nosso trabalho, pois se ele for diferente, sua qualidade só será reconhecida pelos poucos e bons.

Veja a apresentação de Delano:

Texto: Cibele Reschke de Borba, bolsista PIBEX 2011

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