5 comentários sobre “Linguagem e expressão importa?”

  1. Expressão: Das entranhas da minha língua

    Quando passei a prestar atenção nos fonemas, nos sinais gráficos, principalmente nas vírgulas e exclamações, um questionamento encantador se apoderou de mim, e uma ideia teimosa, sem resposta, porém muito atraente, endossou-me completamente: a visceralidade.

    As palavras, no meu entendimento, é gesto. É pausa. É frenesi. É espasmo. É liberdade. É anseio. É música. É vento. É ar. É água. É mar. É semente. É terra. É vida. Mas é tanto e tudo isso, que às vezes me perco, e fico muda. Só no gesto.

    O meu olhar é bicho-papão. Insaciável, em permanente busca de informações, que se misturam,se fundem, se transubstancia em verbos do infinitivo, ora numa angústia, ora num êxtase que eu nem sempre posso compartilhar.

    Eu já me perguntei o por quê dessa busca, desse acúmulo, desses excessos inomináveis; e nas respostas, também recheadas de palavras, e de acentos tão confortáveis, encontrei mais dúvidas do que pontos ponderáveis. E, bem, se não sei pra-que-me-serve, se não sei pra-que-me-basta, vou vivendo tresloucada, com pitéus e baforadas.

    Nesse curso previsível, dou-me ao luxo de arroubos: corro, pulo, tai-chi-chuan nem mais soletro, pois de caminhos e passadas, nos trilhos, ou embargada, vou me longe, a um infinito, sem certezas, esmiuçando naturezas bem fazeja…

    Afinal, quê importam tais relíquias, sem apelos, sem encantos, sem discórdias, sem tulipas, nem endívias, sem constar fiel ao mundo?

    É sentido, é espera, de sorver, rolar na língua, no céu de entranhas, o pleno exercício de viver constante.

    E assim me incomodo sim, em cada instante, de não ter nenhum acento, nem vírgula, nem ponto, a enclausurar-me toda nesse eterno festim. Pois a vida, meu camarada, não é embrulho, nem garrafada de se levar tão sério assim.

  2. A linguagem importa e muito, ela é primordial na vida do homem e o faz agir sobre o mundo. O que seria das nossas alegrias, tristezas, de nossos devaneios, inquietações e neuroses se não existisse a linguagem. Através dela o homem consegue salvar-se de si mesmo, consegue ressuscitar-se e se imortalizar diante da vida, diante do mundo, a linguagem é uma certa concretude ou materialização da alma, dos sonhos, dos nossos mais íntimos e instintivos desejos.

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