NADE DE VOLTA A MÃE ÁFRICA

A linha do tempo que aponta a possibilidade de avançar
Durante um momento de silencio me fez lembrar
Um mero tripulante da nau diáspora
Meta banto meta sudanês
Que mesmo não sendo mulçumano do Ceilão
Foi beijar chão e caiu no mar
Agora espreita de onde veio pra poder entrar
Mira a costa do Benim como um Senhor do Pano Branco
Ainda que o tabu seja voltar pra buscar o que esqueceu
A coroa de prata encimada de pombas livres
As dezesseis senhoras dos aquidavis de toques brandos
E a linha do tempo que aponta a possibilidade de avançar
Com trechos e pedaços suturados
A semelhança de uma colcha de retalhos
Aos bastidores invisíveis relegados
Esquecidos expurgados
Desligados a fios condutores de um farol em desuso
Portando tecnologia de resignificação em fuso
De um tempo cultural dos reinos do outro mundo
Não necessariamente nessa ordem e ponto.

08/2012
Santiago
Inspirado em aula de Elisa Larkim

Foto: Julia Freeman-Woolpert

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