[polo] Música e alma no I Território de Manguinhos

Ontem foi um dia muito especial para todos os participantes das Quebradas. Os nossos colegas de sonhos e ações, demonstraram com criatividade, pesquisa, compromisso e conhecimento genuíno o quanto sentem paixão pela escolha de seu foco cultural. Chegou ao êxtase com a discussão filosófica sobre qual segmento está favorecendo as grandes orquestras do nosso estado, país, quiçá do mundo com a formação de musicistas.

Pasmem!

Foram as influências das oportunidades oferecidas pelas igrejas evangélicas ou foram as bandas escolares dos diversos sistemas populares de nosso estado e/ou de Fanfarras?

A resposta está no brilho do olhar de cada defensor musical presente. Empataram no amor ao que fazem.

Quanto aos outros colegas, conseguiram também dar um banho de saber, demostrando que o poder da música ultrapassa as bandas de Fanfarras, os Conservatórios de Música Clássica ou o empenho das igrejas na formação de profissionais. Ele adentra pelos becos, vielas e se instala em vídeos, desafiando o cineasta autodidata a quebrar as barreiras dos cargos da categoria; ora é diretor, ator, produtor musical, roteirista entre outras atribuições.

Dentro deste sistema mágico da criatividade, a ferramenta cabe na praça. A TV grita para os meninos, vocês estão aqui. Por quê?

Instigando o nosso corpo a pensar é que o movimento agita as emoções com o som, dançar, dançar, para curar a alma, amansar as feras adormecidas que foram alimentadas durantes anos com preconceitos e falta de conhecimento. A música é coroada como curativa e/ou terapêutica.

Amo música, do samba de terreiro à música clássica, mas não gosto de qualquer uma. Tem uma do Pavaroti que é capaz de me agitar tanto que acho que adoeço e tem outra que sou capaz de colocar a minha alegria solta, em movimento para ser registrada pelos olhos do zombar das crianças.

E para completar o show dos nossos mestres, a música está aí, no ar. Por toda a parte as notas nos chamam, há de ter um objeto capaz de registrar o que o contexto nos oferece com o som e, mais uma vez, entra em cena a construção sonora dos instrumentos musicais, aqueles que facilitarão aos aprendizes se achegarem à cura, à beleza, ao movimento, ao conhecimento, a controlar as suas emoções, enfim, fazer o som subir pelos nossos pés e se comunicar com o atabaque mais sagrado que conhecemos, o nosso coração.

Parabéns a todos. Foi lindo!!!

Veja as fotos do I Território das Quebradas no Polo Avançado de Manguinhos

Texto: Valéria Barbosa

Foto: Jessica Lagrota.

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