Pós aula Linguagem e Expressão – Conte uma história para nós

As histórias fazem parte da nossa vida. Elas nos proporcionam prazer e aprendizado de muitas maneiras. Por meio de canções, desenhos ou quadros. Pelo teatro, pela mímica, pela dança.

Algumas histórias nos marcam profundamente. Talvez por terem sido contadas por alguém muito amado, talvez por lembrarem um acontecimento muito importante.

Qual é a história que acompanha você pela vida? Conte-a para nós.

 

17 comentários sobre “Pós aula Linguagem e Expressão – Conte uma história para nós”

  1. Meu pai contava…
    A estorinha das casinhas azuis,
    quer que eu lhe conte, eu lhe contatrei? quer que eu lhe conte?
    …………………………………………………………….
    – Quero!
    Não é quero! É a casinha das casinhas azuis, quer que eu lhe conte? eu lhe contarei, quer que eu lhe conte?
    …………………………………………………………………
    Ah papai, conta…
    Não é ah papai! É a casinha das casinhas que eram azuis…………………………………………….. e assim nós ficavamos cansadas e acabavamos dormindo com a repetição da historinha das casinhas azuis.
    Um beijo afetuoso ao meu pai querido Arias.

  2. Era um menino muito inteligente e se chamava Pedro.Certo dia assistindo a aula de ciências,ficou com muita vontade de fazer pipi. A professora estava explicando que a chuva é água do mar, do rio do lago…
    Ela colocou uma chaleira de água pra evaporar e explicou novamente como se formava a chuva.De tanto ouvir falar de áua, de chuva e mar ele foi ficando apertado…apertado
    O menino pediu pra ir ao banheiro e a professora não deixou.Ele pensou:-Eu faço só um pouquinho de pipi e espero evaporar, assim me alivio e ninguém vai perceber.E assim o menino discreta[mente fez pipi no cantinho. A professora brigou muito e colocou Pedro pra fora da sala.Quando o menino saiu muito triste ele avistou uma nuvem enorme e gritou: -Estou vingado! Meu pipi virou nuvem! Vai chover muito pipi pra molhar dona Carola
    E choveu tanto pipi que inundou a escola.A professora saiu remando sentada no quadro negro que virou uma barcarola.
    Essa história foi escrita por Silvya Orthof em homenagem a seu filho Pedro que vivenciou essa situação.

  3. Eu tenho uma que guardo sem muita lembrança dos detalhes da “estoria” contada pelo Zé de Chiquinho, dono de uma terras perto do sitio do meu avô paterno. Mas do que o conteúdo ficou a forma dele falar, que foi muito bem representada pelo meu irmão artista plástico. Uma figura mediana, de cabelos ralos e pretos. Ficava sentado num “tamborete” fumando um cigarro de palha… Aqui para a gente, da cidade, já era o máximo.
    Sei que eram interessantes os “contos” dele.
    Estou gostando muito do livro do Camara Cascudo

  4. Sempre gostei muito de livros biográficos por eles retratarem muito do cotidiano histórico. É como se eu tivesse lá, naquele momento, vivenciando o cheiro do local, a textura das roupas, a energia do ambiente com suas tensões e calmarias.

    Dentre as publicações que me tocaram eu destaco:

    – Todas relacionadas a Hernesto Guvara (Che). Pois há muita poesia na forma em que ele viveu, embora pra mim ele tenha sido um ‘bucha’ do Fidel.

    – Um livro sobre Ghandi Mohndas, totalmente em espanhol, o qual afanaram de minha biblioteca.
    (Só esperam que façam boa leitura, sempre.. rsrsrs).

    – Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens), me fez enchergar a cor do preconceito de uma maneira diferenciada de escrever e realizar palestra, e também o raciocínio de grande perspicácia, sátiras com magistral humor. Era inventivo a todo tempo, não só na literatura mas patenteou três invenções, incluindo um “Aperfeiçoamento em Tiras Ajustáveis e Destacáveis para Vestimentas” (com a intenção de substituir o suspensório) e um jogo de curiosidades históricas. Seu invento de mais sucesso foi um bloco de recados autocolantes; um adesivo seco nas páginas precisava apenas ser umedecido antes do uso.

    – E a Bíblia, que é a biografia fidedigna de toda a história humana presente, passada e futura, contando sobre Deus e Seu Reino. Dela tiro toda a minha sabedoria.

  5. Eis uma história coletada pelo mestre Cascudo.

    Reza a lenda que numa cidadizinha de interior vivia um homem matuto com uma bela esposa.
    O homem dizia que sua mulher era feito um baú para guardar segredos, era mesmo boa de segurar a lingua. Para comprovar tal feito resolveu realizar uma experiencia.
    Uma noite, voltando tarde para casa, o homem trouxe um grande ovo de pata, que é muito maior do que os da galinha e deitou-se na cama. Lá para as tantas da madrugada, acordou a mulher, todo assustado e pedindo que ela guardasse todo segredo, contou que acabara de pôr um ovo! A mulher só faltou morrer de admiração mas o marido mostrou o ovo e ela acreditou, jurando que nem ao padre confessor havia de dizer o que soubera.

    Ora muito bem. Pela manhã, assim que o marido saiu para o trabalho a mulher correu para a vizinha e, pedindo segredo de amiga, contou que o marido pusera um ovo na cama e estava todo aborrecido com essa desgraça. A vizinha prometeu que ninguém saberia mas passou o dia contando o caso, ao marido, aos vizinhos, aos conhecidos, sempre pedindo segredo. E como quem conta um conto aumenta um ponto, toda vez que a história passava adiante o ovo ia mudando de número. Primeiro era um, depois dois, depois três. Ao anoitecer já o homem pusera meio cento de ovos. Voltando para casa, o marido encontrou-se com um amigo e este lhe disse que havia novidade naquela rua.

    – Qual é a novidade?

    – Não soube? Uma cousa esquisita! Imagine que um morador nesta rua pôs, penso eu, quase um cento de ovos, seu mano! Diz que está muito doente e que cada ovo tem duas gemas. É o fim do mundo.

    O marido não quis saber quem estava de vigia. Entrou em casa, chamou a mulher, agarrou uma bengala e passou-lhe a lenha com vontade, dando uma surra de preceito, que a deixou de cama, toda doída e com panos de água e sal.

    Depois o homem saiu contando como o caso começara e a mulher ficou desmoralizada. Por isso é que os antigos diziam que:
    Quem tiver o seu segredo
    Não conte a mulher casada
    Ela conta ao seu marido
    O marido aos camaradas…

  6. Uma aluna entra correndo na sala gritando: Eh boi! Eh boi!
    Ela me olha, ainda respirando fundo e ofegante e diz:
    Sabe aquele boi tia Ana? Aquele do pai Francisco?!
    Antes que que responda ela continua: Sabia que ele não era do pai Francisco, oh é o seguinte:
    Era uma vez um boi que não era do pai Francisco, ele era do Coronel, e era um boi de estimação, o boi que o Coronel mais gostava, tinha uma estrela brilhante na testa, não dava pra confundi, teve um dia que o dono do boi precisou ir ver as outras fazendas e pediu ao Chico(Sabia que Chico é pai Francisco? Depois eu conto isso.) Ele pediu ao Chico pra tomar conta daquele boi,e não deixar que nenhum mal aconteça com ele, só que logo quando o Coronel saiu…tanranranran. A Catirina , que era mulher do Chico, estava esperando neném e teve desejo especial de comer língua de boi especial e o boi especial era o boi de estrela na testa. O chico quase morreu, ficou confuso, mas foi lá e “rancou” a língua do boi e a Catirina cozinhou com muitos temperos e comeu tudo. O boi morreu e não morreu, ele primeiro desmaiou…Ai o coronel chegou e procurou seu boi, que não estava lá, mandou chamar o Chico, que ficou com medo, muito medo.Quando o Coronel descobriu o que tinha acontecido, ficou triste. Mandou prender o Chico e chamar um médico para o boi(médico pra boi é veterinária né tia? Eu quero ser veterinária) Ai tia o boi ficou bom, mas sem língua e o coronel perdoou o Chico porque seu neném nasceu. E todos ficaram felizes e fizeram uma grande festa. E todo mundo cantava: “Pai Francisco entrou na roda, tocando seu violão, pan pan pan, vem de lá o delegado, e o seu chico, foi pra prisão, como ele vem requebrado, parece boneco desengonçado” E fim.
    Gostou tia? Minha vó que me contou, porque o Chico era meu avô…mas não adiantou meu pai tem cara de língua de boi.

    Eu já ouvi essa história muitas vezes, de várias formas diferentes, mas essa versão, mudou o rumo do meu trabalho naquele ano. Eu trabalhei o auto do boi com as crianças e foi extasiante.

  7. A história que a Beá contou eu não conhecia até cerca de dois anos atrás , quando fui assistir uma apresentação de um coral infantil…eles cantaram este conto , fazendo algumas encenações.
    Foi muito legal ver a interpretação das crianças e ficar conhecendo mais esta , que não fazia paret do meu repertório.

  8. A história que mais me interessava quando criança, era a de um príncipe que buscava uma princesa para se casar. Ele era muito exigente, queria uma princesa “de verdade”.
    Uma noite uma família se hospeda no palácio e ele se interessa pela jovem filha do casal, que era de fato adotada. Mas para comprovar que ela era uma princesa de verdade, ele (ou a mãe dele, já não me lembro mais) coloca um grão de ervilha embaixo de oito maravilhosos colchões ao preparar a cama da menina. e no dia seguinte pergunta a moça, como ela havia dormido. A jovem responde que não pode dormir porque algo a encomendara durante a noite! Com este “teste” ficou provado que ela era sensível como uma princesa de verdade!

  9. Filha, obrigada por lembrar dos patos sedentos que só terminavam de passar quando o cansaço das crianças lindas tina cristina denise e rosane se entregavam aos braços de Morfeu.

    Dercy!

  10. Luiz fFernando que saudades!!!
    Ainda não pude asistir o espetáculo , mas ainda vou chegar, pode esperar!

    Eu não sabia a origem sda história, mas garanto que funciona pra fazer crianças dormirem…e o nome não poderia ser mais adequado , eu espero o final até hoje!
    grande beijo,
    Hare

  11. TÁ PASSANDO PATO
    Éramos três e antes de dormir , sempre pedíamos à minha mãe para contar histórias. Ela contava uma e mais uma e mais uma. Acho que ela ficava cansada e este evento sempre terminava assim:
    _ Mãe , conta mais uma ?
    _ Amanhã. Tá na hora de dormir.
    _ Mas mãe , só mais uma …purfavooô !
    _Tá bem, só mais uma:
    “ Era uma vez, um homem que tinha muitos patos , mas não tinha água em seu sítio. Todo dia , os patos acordavam com sede e ele tinha que levá-los ao sítio do vizinho para beber água. O problema é que para chegar lá , era preciso atravessar uma ponte por onde só passava um patinho de cada vez. Agora , eles estão atravessando …passou o primeiro pato…passou o segundo pato…o terceiro…”
    De repente , ela ficava em silêncio.
    …………………………………………
    _ Mãe , continua!
    _ Calma, ainda está passando pato.
    Mais silêncio.
    …………………………………………
    -Manhê , conta aí , vai…
    _ Ainda tá passando pato.Tem que esperar eles atravessarem pra gente poder saber o que vai acontecer na história.
    _ Mas tá em qual?
    _ Tá no décimo-segundo , é um bem gordinho, ele passa devagar.
    _ Falta muito?
    _ Ih! Falta pato à bessa. Coitadinhos! Estão com sede.
    Mais silêncio.
    …………………………………………
    Mais silêncio.
    ………………………………………….
    Z Z Z Z z z z z z z z z z z z z z z z

    (história contada pela D. Dercy às meninas Tina, Nine e Zane)

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