Pré-Aula 2: Estética do Grito – Charles Feitosa

Estética do grito será a aula que o pós-doutor e professor de filosofia Charles Feitosa dará na Universidade das Quebradas na terça 19/08/2014! Leia abaixo: O que tem no grito que nos incomoda e nos fascina? Qual a relação da voz que grita com a voz que canta ou que fala? É possível pensar gritando? Qual a nacionalidade do grito? A música é capaz de incorporar o grito no seu repertório? Por que se grita tanto no rock? Tais perguntas serviriam de como uma espécie de dispositivo para pensar uma futura estética do grito, uma descrição dos seus vários tipos e de suas possíveis funções (ética, política, filosófica), tanto na vida como na arte.  Venha pensar e “gritar” na terça 19/08!   estética grito

3 comentários sobre “Pré-Aula 2: Estética do Grito – Charles Feitosa”

  1. Foi muito interessante, a análise filósófica a partir da obra de arte O grito, de Edvard Munch, promovida pelo Prof. Charles, onde pudemos perceber a polissemia e a profundidade de um grito que vai para além da obra de arte. E arte é isso, tem o poder inquietante de nos retirar de um lugar comum, para então partirmos do ficcional para o real, para uma reflexão a cerca do mundo. Em muitos momentos da palestra, o sentido do grito foi interpretado pelo lado oprimido do “gritar”, o que é ótimo, contudo, outros ecos desse grito devem também ser analisados, como o “gritar” do opressor.
    Toda a semântica do grito, parece estar associada aos dois extremos do ato de gritar, um que demonstra uma reação, involuntária, esse me pareceu estar ligado a emoção, como o grito de dor, de prazer, de angústia. O outro extremo, reflete um grito reagente, intencional e voluntário, um grito que quer demonstrar um imperativo categórico de ordem, persuasão e criação de catarse, como teorizou Nietskche. Podemos analisar que o primeiro extremo, parece ser concebido como um gesto de reação a um estímulo externo. Poderíamos associá-lo com um transbordamento de um recipiente que atinge seu limite máximo, ou com uma ferrugem que é a reação do ferro mediante ao reagente oxigênio, por exemplo. E no cenário de hoje, em relação a arte, seriam essas manifestações da periferia, uma espécie de gritos de reação? Quais seriam os ecos desses gritos?
    Já o outro extremo, é o mais perigoso, é aquele que devemos nos ater para que não nos tornemos alvos, e vou além, esse é um grito poderoso e hegemônico, pois é dele que parte o controle e o domínio das instancias do mundo. Se ouvirmos atentamente, poderemos identificar vários desses gritos dominantes em nossa sociedade. O modelo de academia que temos hoje, por exemplo, se enquadraria em qual extremo do grito?
    Portanto, devemos ser cautelosos em relação a polissemia do grito, devemos parar e ouvir d’onde partem os gritos, sobretudo tomar cuidado para que os gritos de reação não se transformem em gritos reagentes. Pois muitas vezes a voz que grita de um determinado lado, pode se transformar na voz que grita do outro, aniquilando a riqueza da transformação. Logo, como muito bem afirmou o Prof. Charles na Quebrada das Letras, deve haver uma transgressão e não uma inversão. Fazendo uso mais uma vez da química, por meio de uma “alquimia artística”, podemos dizer que dentre os produtos das reações e seus reagentes, a riqueza só será configurada, quando um primeiro elemento, se juntar a um segundo, e suas tenções encerrarem com um produto dessa agregação. Isso é transgredir, é exceder e ultrapassar as noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites. Isso é Quebrar!!!!!!!!!!!!

  2. Fazendo uma análise do assunto, vejo O GRITO – enquanto manifestação natural – uma ferramenta de desarticulação e defesa contra alguma ação que não se deseja, que ofereça perigo ou, simplesmente, assuste. É uma ação instintiva, visto que um cão quando assustado grita, que tenta inibir, parar ou assustar, além de dar sinal à outros indivíduos de algum problema.
    A simbologia desta ferramenta traz aspectos bastante significativos. No momento em que gritamos, nos lançamos à um estado que diferencia do conjunto. Podemos entender o grito como uma discrepância. Sendo, então, uma discrepância, podemos fazer uma análise desta forma em outros contextos de comportamento. Se numa balada todos dançam, o Grito/discrepância poderia ser ficar parado e de braços cruzados no meio do salão, se em um velório todos choram, sorrir poderia ser um Grito, se todos vão a um casamento de trajes sociais, ir de calção de banho seria discrepante.
    Clarisse Linspector com sua visão de escritora, assim como Galileu com suas teorias contra a Igreja dissonavam das correntes de pensamento, o que poderíamos considerar gritos.
    Gritos tem potências variadas e possuem ecos diversos. Talvez estejamos até hoje ouvindo os ecos de Aristóteles, Sêneca, Platão, Arquimedes, Santo Agostinho, Sidarta, Mahatma, Kant, etc.

  3. Hoje quando cheguei nas Quebradas , me deparei com o tema da aula fiquei cheia de pré conceito ate porque fiz os meus próprios julgamentos pois não havia entrado antes para ver qual seria aula ; quando me deparei com METALICA ROCK assim pensei eu não gosto disso um , mais mesmo assim perguntei quem era o Charles , pois não temos a obrigação de conhecermos todos e muito menos tudo ; uma colega quebradeira me esclareceu pois no meu auge da minha enguinorancia tinha criado a minha linha de raciocino totalmente pré conceituoso . Mais como eu tenho uma conduta de escutar , trocar sim com outro mesmo não gostando do outro, penso que seja uma coisa chamada respeito , pois não devemos nós esconder através de mascaras de sermos politicamente corretos ou pregarmos uma coisa que não somos .
    Eu fiz a minha leitura do GRITO e; venho compartilhar com vocês , hoje eu vi o grito da hipocrisia ; vivemos em uma sociedade que não tem coragem de falar eu não quero trabalhar com você , porque não gosto de você , mais arrumamos subterfugiu para que você em questão tome a atitude que eu queria muito ter , para depois EU me justificar para a sociedade, que foi ele ou ela que não quis trabalhar comigo , e assim que fazermos , nos acovardamos mediante a conflitos , nos escondemos atrás de convenções , porque temos a necessidade de sermos aceitos a todo momento pelos os outros , só que esquecemos do GRITO da transparência , da sinceridade , da verdade , da honestidade , da oportunidade .
    Oportunidade ? sim e aquela que comecei a falar no inicio , de não gostar do METALICA eu me dei a oportunidade para isso e o que eu não gostava como ritimo , adorei como filosofia , me ensinou muito me sinto gratificada por isto , e tenho a humildade de compartilhar com vocês ; Porque a pior coisa e não gostamos de uma coisa que não convivemos de perto , muito menos nós não darmos a chance de saber se realmente e ruim , porque vivemos cheios de pré conceitos ESTE E O MEU GRITO !!!!!!!

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