Pré aula: o universo mítico yorùbá

O professor Renato Noguera apresentará panoramicamente o campo narrativo e a oralitura que registra o universo mítico yorùbá.  O povo Yorùbá ficou popularmente conhecido como nagô no Brasil e, atualmente, vive em parte do Benin, Togo, Nigéria e Camarões. Esse curso, de caráter introdutório, pretende apresentar e discutir a cosmogonia, teogonia e o tema do destino humano do repertório e dos signos da própria tradição yorùbá, abordando três tópicos:

1. A CRIAÇÃO DO MUNDO (AYÊ)
A missão de Obatalá. A missão de Oduduá.

2. A CRIAÇÃO DO SER HUMANO
A busca pela matéria-prima. A confecção do ser humano.

3. A TENSÃO ENTRE MULHERES E HOMENS
Oxum, Obá, Iansã e as relações com Orunmilá, Exu e Xangô.

Renato Noguera. Professor de Filosofia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e coordenador do Grupo de Pesquisa Afroperspectivas, Saberes e Interseções (Afrosin).

 

 

13 comentários sobre “Pré aula: o universo mítico yorùbá”

  1. Sim, farei com prazer e também seria algo exelente para próximas publicações no museu do cangaço aonde fiz a pesquisa e residi ao mesmo tempo. Grato pela oportunidade

  2. Importante o conhecimento sobre o processo de contrução de uma cultura. Lembro que no sertão quando trabalhei com interações estéticas e abordando o xaxado, descobri que por traz do Xaxado existia uma história de luta de um povo de uma forma de vida nômade que revelou a figura do sertanejo e suas diversas formas de manifestações. O xaxado é uma dança de combate e essa informação se perde no tempo, por isso a importância de se voltar no tempo como quem volta nas origens e revelar um caminho como linha de pesquisa. Investigar uma cultura significa entrar em outros mundos e isso é o que venho seguindo. Esta aula, assim como todas as aulas, para mim vem sendo um mergulho na diversidade de forma diferente. Provavelmente quando voltar a campo e passar por novas experiencias lembrarei desta aula e que mesmo relacionada a história da África ela possibilita uma reflexão geral de outros processos.

    1. Cassiano, muito bem colocado. É um grande desafio montar um programa pluriversal, que aborde de forma equilibrada a diversidade cultural, pelo menos no Brasil. Acabamos, por problemas de organização e impossibilidade das agendas dos convidados, ficando sem uma aula sobre mitos indígenas. Vai fazer falta porque é algo muuito próximo e pouco conhecido.
      Sobre o xaxado, se você quiser escrever um texto sobre esta experiência, seria legal. Eu me comprometo a publicar aqui. Seria uma forma de engrossar este caldo.

  3. Fico muito feliz por tanta sabedoria inserida no universo Yorubano. A própria diaspora soube na dor, transportar o conhecimento milenar através da força da mitologia e de elementos da natureza. Uma verdadeira tabela periódica do conhecimento a fusão de 4 elementos (terra,fogo,água e ar). Que venham as aulas
    AXÉ!!

    1. Feijah’n, muito bem colocado! Eu queria ter falado exatamente isso na aula da Sandra, mas havia tanto para ser dito por todos que me calei. Mas esta questão é fundamental, não se pode apagar a história, muito menos a cultura! Temos que nos debruçar sobre ela, lançando um olhar crítico, pluriversal (para muscular um novo conceito) sem angústia de oprimido e nem de opressor.

    1. Vívian, a aula começa 14 horas. Venha assistir de ouvinte será um prazer ter você aqui com a gente.
      UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS – UQ
      Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ
      (antiga Casa do Estudante Universitário – CEU)
      Av. Rui Barbosa, 762. Flamengo, RJ.

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