Pré-aula: Romantismo no Brasil

Na próxima terça, a professora Beá Meira vai fazer uma introdução ao Romantismo. A proposta da aula é esclarecer a importância de estudar este momento histórico. Apresentando algumas características da cultura que se estabeleceu no século XIX depois das transformações políticas, que abalaram o ocidente; a revolução americana de 1776, que trouxe a independência aos EUA, e a revolução francesa de 1789, que deu fim ao absolutismo.

Depois de uma rápida introdução os alunos serão agrupados de acordo com os seis textos que foram distribuídos na terça-feira passada. Cada grupo receberá imagens que se relacionam com os textos lidos e que abordam seis temas fundamentais das artes visuais, no século XIX, no Brasil:

1- Debret e a Missão Francesa
Jean Baptiste Debret, Pano de Boca para coroação do Imperador D. Pedro I, em 1924.
Litografia, publicada em 1834.

2- Artistas Viajantes e a Música no Atlântico Negro
Spix & Martius – Batuque em São Paulo, Litografia, 1923-1831.
Johann Moritz Rugendas, Lundu, litografia,1835.

3- Fotografia e Abolicionismo
José Correia de Lima, Retrato do Intrépido marinheiro Simão, carvoeiro do vapor Pernambucana, 1853. Óleo sobre tela, MNBA.

4- Romantismo e a Pintura Histórica
Vitor Meirelles, Primeira Missa no Brasil, 1860. Óleo sobre tela, MNBA.

5- Fotografia e Indianismo
Marc Ferrez, Indios Bororó, fotografia, 1880, IMS.

6- República e Pintura Histórica –
Pedro Américo – Tiradentes esquartejado, 1893. Óleo sobre tela,
Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora.

Os grupos terão 30 minutos para discutir suas ideias a respeito das imagens e dos textos e em seguida apresentarão suas visões sobre cada tema para toda turma.

Para o bom funcionamento da aula contamos com a leitura prévia dos textos distribuídos.

 

10 comentários sobre “Pré-aula: Romantismo no Brasil”

    1. Andréa Gonzalez, não tenho todos os textos digitados, mas vou te enviar por email as referências precisas sobre cada texto usado nesta aula.

  1. Sabe uma coisa que eu acho muito interessante nesta construção do Pano de Boca que está ilustrando este post?
    Primeiro pensem que isto foi um cenário para coroação de D. Pedro. Que é uma obra encomendada pela monarquia, e claro, deveria conter os elementos que eles julgavam interessante para representar esta nação; o Brasil. Mas notem a praia, é uma cenário tropicalista, né? Já imaginaram uma adaptação do Zé Celso em Copacabana? A platéia toda numa balsa, assite a cena vista do mar!

  2. A frase do general remete à respeitada figura do intelectual público, incômodo e desafiador, cujo grande nome é François-Marie Arouet, o Voltaire (1694-1778), o mais inquieto e satírico dos iluministas do século 18. O episódio envolvendo Sartre, o “Voltaire do seu tempo”, apenas reforça a importância simbólica do autor de Dicionário Filosó co e Cândido ou o Otimismo para a história da França e da própria filosofia moderna.

    Mas se o Iluminismo, do qual Voltaire foi expoente, prometia colocar a razão acima do obscurantismo, a Escola de Frankfurt realizou no século 20 uma crítica às contradições da modernidade anunciada pelos pensadores do Século das Luzes. E para mais bem entender o pensamento frankfurtiano e, claro, muitas outras questões relevantes, entrevistamos a filósofa Olgária Matos, autora de artigos e livros que formaram gerações de filósofos brasileiros.

    Não deixe de ler também o perfil do filósofo político Norberto Bobbio, além de um ensaio sobre o anticristianismo de Friedrich Nietzsche. A revista está, como sempre, recheada de bons textos, informação e reflexão.

  3. Meu comentario sobre a aula, digo de forma romantica.. Bom!
    MAS… Os Quebradeiros precisam de mais impulso!
    … E eis um aqui…
    Durante os anos do levante argelino contra a dominação da França, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980) incomodava o governo francês com seu ativismo anticolonialista. De acordo com os relatos, um ministro teria sugerido ao general Charles de Gaulle (1890-1970) prender Sartre. De Gaulle, então, respondeu: “Não se prende Voltaire”.

  4. Beá você consegue transformar a informação, não só em conhecimento mais também em consciência crí¬tica, tem a capacidade de nos transporta através da historia de uma forma simples, mas com muita proficiência. A sua aula de hoje foi excepcional, pois você tem a sensibilidade de conduzir a aula de forma a nos dar condições da reflexão sobre os temas abordados.

    1. Francisca, fico muito feliz quando consigo transportar as pessoas através da história para pensar a cultura em outras épocas. Esta aula com trabalho de grupo é muito rica, porque eu volto pra casa cheia de coisas para pensar. Gosto destas visões prismáticas, ver os grupos debatendo, divergindo, usando palavras que eu não usaria para traduzir aquelas imagens. Eu aprendo muito também, você nem imagina.

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