Quebradeira Fátima Miranda: “Uma cidade sem Cultura, a violência vira espetáculo”

Texto escrito por Pedro Diego Rocha

Após ter trabalhado na Fundação de Artes de São Gonçalo – FASG, no governo passado, a quebradeira Fátima Miranda tem agora um novo desafio. Foi convidada para integrar a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Gonçalo. Em um bate-papo com o site da UQ, a também produtora cultural fala sobre seus projetos, parceria com quebradeiros gonçalenses e como o curso ajudou na sua carreira.

Fátima entrou na UQ em março de 2015, cursando os dois semestres daquele ano, período em que foi chamada para trabalhar na FASG. Para ela, estar no projeto foi enriquecedor pela quantidade de informações adquiridas. “Depois da UQ, eu tive mais conhecimentos, melhorei e aprimorei meu trabalho de produtora. Aprendi a ser curadora, entrei mais no universo das Artes Plásticas e Literatura. A UQ me influencia na troca de conhecimentos”. Com esse processo, Fátima se reciclou e pôde trabalhar com todas as classes artísticas da cidade, além da música.

“Sou uma defensora da Cultura, uma ativista cultural, trabalho com artistas há 14 anos”, relata ela, atuando ainda como produtora para músicos e artistas plásticos. Pelo seu desempenho nessas áreas, ela recebeu o convite para trabalhar em um Polo Cultural na Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de São Gonçalo. E está cheia de planos para serem colocados em prática.

Diego São Paio, secretário de educação de São Gonçalo e a quebradeira Fátima Miranda (Crédito: Carú Pastor)
Diego São Paio, secretário de educação de São Gonçalo e a quebradeira Fátima Miranda (Crédito: Carú Pastor)

Arte que passeia, conhecimento que fica

O projeto de Fátima se chama ‘Cultura Itinerante’ e seu objetivo é levar experiências e ensinamentos às escolas. “Através da música e com a música faremos peças teatrais, coral, danças populares, falaremos sobre os grandes músicos, sobre o centenário da música ‘Carinhoso’, centenário do Chacrinha, criando um show de calouros, faremos oficinas de instrumentos recicláveis”, explica a quebradeira. A ideia, de acordo com ela, é descobrir talentos, premiar os mais criativos, fazer concursos, apresentações fora das escolas, trazendo as crianças para o Teatro Municipal da Cidade, Casa das Artes, Lona Cultural, por exemplo.

“Uma cidade sem Cultura, a violência vira espetáculo” é a frase usada pela quebradeira costuma para pensar sobre os resultados de seus projetos. “Quero poder contribuir para que o foco dessas crianças seja a arte e não a violência. O grupo que estou tem muita vontade de trabalhar a arte e estamos aprimorando mais o projeto”.

(Crédito: Carú Pastor)
(Crédito: Carú Pastor)

Para esta missão, ela conta com a ajuda de parcerias especiais que moram São Gonçalo. Fátima levou consigo para o “Cultura Itinerante” a quebradeira Leda Lessa, que vai mostrar seu trabalho de cantadora de histórias, além de fazer pesquisas sobre a cultura popular, músicos que fizeram histórias, entre outros. E convocou também o quebradeiro Robson Francisco Martins para comandar uma orquestra de instrumentos de materiais recicláveis com alunos da rede pública. Quebradeiros unidos para promover e desenvolver a cultura para os jovens e crianças de São Gonçalo.

A Universidade das Quebradas deseja a Fátima Miranda boa sorte em seu projeto. Conhecida também com Fátima Mozão, que ela possa ajudar jovens e crianças com sua cultura em movimento.

1 comentário sobre “Quebradeira Fátima Miranda: “Uma cidade sem Cultura, a violência vira espetáculo””

  1. é triste de ver as crianças nas comunidades das favelas se sexualizando tão cedo, o prazer do orgasmo que é tão bom mas passa a ser praticamente junto com a comida de a bebida os unicos que elas encontão pela frente e os que as enterra…não conseguem mas ler um livro ou assistir um filme,precisão da ecitação sexual para viver ,e aim que as coisas vão piorando com a gravides e os meninos atraz das gurinhas esquecem o caderno em casa,resta as estes quando sobrevivem uma velice miserável….

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