3 comentários sobre “Video Aula 2: Miguel Wisnik”

  1. Sento em meu tapete mágico para meditar e buscar a inteireza de minha alma. Reparo no pulsar do coração, fronteiras desfeitas… desacelera e se resguarda, sinto a palavra cantada vinda de diferentes cantos, poderosas e encantada mas inteira. Abro os braços e respiro o ar puro que me invade. Tudo fica mais lento, a distinção dos sons e do vento se faz música com as folhas e pássaros que passarinham. Olhar para o alto com o céu estrelado e límpido apresenta desenho feito pelas estrelas…despenca uma estrela cadente seguindo caminho pela terra. Fecho os olhos e procuro uma estrada e há uma enorme clareira… pingos d água escorrem e tocam música chinesa com apenas cinco notas de paz celestial, não são seis ou sete dissonantes, são cinco! Levanto e busco galhos secos antes do lusco fusco, faço uma fogueira vibrante e forte, a primeira experiência matricial, o coração feito tambor se dana a bater tão forte, uma pulsação; batimento recorrente nasce de dentro do universo, percurte e trás a alegria do ritmo do mundo… manhã de verão…tarde de primavera ou noite de inverno há sons específicos pra tudo. Choque psiquico vindo da música indiana entre céu e terra, entre o Sol e a Lua. Se mexer na ordem social e cósmica cai tudo. Voltando à fogueira, o cheiro queimando permeia meus sentidos envoltos pelas cores verde e azul simbolizando o encontro entre lumiares que marca a semeadura de um novo ciclo sagrado.
    Para terminar rodopio na direção horária com uma mão para terra e outra para o céu… agradeço aos deuses da natureza que cria inova inventa e renova a vida, liberta e desperta os espíritos. Do sofrimento animal se extrai os sons, das primeiras tripas para cordas e da pele o tambor. Cursos d água me lavam…no ir e vir
    Namastê!

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