1º Território das Quebradas

Coordenação – Ângela Carneiro

 

INQUIET’ AÇÕES

Na próxima terça-feira, dia 24, nosso primeiro território será ocupado e marcado pelos novos quebradeiros da turma de agosto/2013. Os quebradeiros trazem para o centro da roda a ira santa, que transformando-se em indignação põe em movimento novos modos de vida que reverberam em seus campos de atuação.

A mesa INQUIET’ AÇÕES será mediada por Leandro Firmino, quebradeiro da turma de 2011, cineasta, ator consagrado, atua em televisão, teatro, cinema e faz parte do grupo Nós do Cinema, um projeto que trabalha com jovens atores. Coordenará o encontro que terá a apresentação dos seguintes trabalhos:

A escrita que nos trama com Rogéria Reis, graduanda em Ciências Sociais, poeta, participante do grupo dos novos escritores do projeto literário FLUPP;

Música: plataforma de múltiplos saberes no ambiente escolar com Juliana Barreto, formação em Belas Artes e com projetos de desenvolvimento humano com enfoque na cidadania;

Do clube do Feijão à Ciranda de Oficinas com Fábio Augusto Pedroza, DJ, locutor, animador cultural com projetos em Xerém, Duque de Caxias;

Conscientização social e política através da cultura com Daniel Remilik, músico, ator, professor do Centro de Artes da Maré;

Resgate de Memória Cultural e valorização da Identidade do Complexo de favelas da Maré, com Vanessa Greff e Flávio Vidaurre são atores, coordenadores e idealizadores do projeto Fábulas de Uma Maré de Histórias, realizado na Vila do João – Maré.

Um acrobata entre o ritmo e a letra com Babilak Bah, artista do ruído, poeta e arte-educador diretamente das Minas Gerais.

O Território é um dos momentos mais importantes da Universidade das Quebradas. Momento de troca, de construção de um conhecimento coletivo, em que a palavra vem carregada de saberes, experiências, metodologias, memórias de muitos nas falas dos colegas. Um exercício entre nós numa trama de afetos.

Não percam! Venham conhecer o trabalho daqueles que, provocados por uma série de dificuldades, deram um nó na impossibilidade e inventaram caminhos de transformação.

Ângela Carneiro é Coordenadora Pedagógica da Universidade das Quebradas | UFRJ

14 comentários sobre “1º Território das Quebradas”

  1. Quebradeiros, foi um momento marcante para mim. Tentar resumir toda a minha relação com a escrita em vinte minutos foi “pura adrenalina”. A ESCRITA QUE NOS TRAMA já virou o meu trabalho de conclusão de curso e certamente evoluirá para um livro pois a história é mais longa do que vocês imaginam. Ocultei os detalhes impróprios para menores. rsrsrsr . O Fábio conseguiu me sensibilizar com a questão de preservação das áreas de reserva ambiental. Eu que exercia a consciência ambiental num nível digamos, mais individual e com foco no ambiente urbano, pude ampliar a minha visão e vi possibilidades de atuar coletivamente e de modo um tanto mais extensivo, como na preservação dos sítios ecológicos. A Juliana Barreto me mostrou que as coisas ainda precisam evoliuir muito no âmbito educacional e ela tem apresentado uma proposta de mudança utilizando como plataforma a música. O Daniel mostrou que sua dificuldade de adaptação ao modelo tradicional pedagógico o levou a uma reflexão e hoje se lançou na área da Pedagogia mas já atua utilizando um método diferenciado de construção de pensamento com seus alunos. O babilak Bah foi fantástico e fiquei muito curiosa para conhecer a música experimental dele. Queria ter ganhado o livro de poesias dele- O Corpo Letrado- que título fantástico! O Leandro é uma simpatia e mediou a mesa de forma bem humorada. Os quebradeiros foram o maior destaque da tarde com a perguntas dirigidas à mesa. Adorei os comentários e a análise da Rafaela muito me enriqueceu. A Angela, nossa coordenadora pedagógica da vontade de levar para casa de tão fofa e competente que é. Me orientou divinamente… Beijos e amo muito vocês!!!

  2. A cada encontro com essa maravilhosa turma,me sinto profundamente fortalecida para permanecer nesse caminho de construção de um mundo melhor é mesmo possível.Tem muuuuiiitaaa gente BOA neste mundo e eu tenho o privilégio de conhecer cada dia mais uns. Parabéns aos primeiros corajosos.

  3. ONTEM VOLTEI PARA CASA EXTASIADA COM ESTE PRIMEIRO TERRITÓRIO ; FOI DE GRANDE APRENDIZADO .
    SÓ TENHO A FALAR , ARRASARAM QUEBRADEIROS ! SHOW !

  4. Que dia incrível! Fiquei orgulhosa de ver as apresentações dos Queridos Quebradeiros! Muito bacana o território que cada um mobiliza e nos faz acreditar que a arte é possível porque ela nada mais é que “viver e lutar”. Destaquei algumas questões que me fazem refletir também, pisando no território da Rogéria, como a relação da mulher com a literatura. Em sua apresentação a Quebradeira nos revelou que o seu orientador pediu que ela fosse “mais agressiva” no seu expressar poético, porém, ela ainda se sente um pouco acuada quanto “o que quero dizer e não posso dizer ou não quero dizer”, essa tensão é interessante porque resgata a problemática da relação entre mulher e a escrita, por exemplo, revendo a trajetória da produção literária nos séculos de incisiva repressão e exclusão do pensamento da mulher e certo preconceito velado ainda nos dias atuais. Essa tensão do “O que tenho a dizer, posso?”, há exemplos de figuras femininas que conseguiram quebrar as barreiras do absurdo dizendo o absurdo – buscando voz – criando suas linguagens poéticas, filosóficas etc. Acredito que o orientador queira da sua poética uma persona mais ousada, que saia do “eu” como unidade centrada e que se desdobre em outras possibilidades sem deixar seu território poético – as questões que te mobilizam. Não li nenhum poema da Rogéria, mas ela me remete a Florbela Espanca que não entra no rol dos estudos acadêmicos, incompreendida talvez por seu estilo “romântico” em meio às proposições de Dostoiévski, Pessoa, Sá-Carneiro intrigados no esfacelamento do sujeito moderno. Mas uma coisa há de ser levada em conta, a escrita, pois se queres e te faz bem pondo a escrever que continue, pois assim nos ensina Cleonice Benardinelli – quando há necessidade de escrever!
    Outras coisas maravilhosas foram ditas durante as apresentações: (…) “a música não tem apego, não tem pudor” que me fez refletir e pensar mais sobre as fronteiras musicais e que vai ao encontro da fala do poeta Babilak Bah:
    “Quanto vale a sua pele? Quanto vale a pele do Pelé?” – E então, pude “territorializar” outras vertentes, as letras dos poetas Cazuza e Frejat: “ Canibais de nós mesmos antes que a terra nos coma” e o genial Machado de Assis e as filosofias de Quincas Borba “Ao vencedor as batatas” e que me levou ir mais além (rs…) com o último livro que li “Confissões de Lúcio”de Mário de Sá-Carneiro em que ele problematiza a questão da arte como mercadoria: “decerto pretendiam lisonjear assim o grande empresário de quem todos mais ou menos dependiam, hoje ou amanhã. (…) Uma grande náusea me subira por tudo quanto tocava à arte no seu aspecto mercantil. Pois só o comércio condenara a versão nova da minha peça: com efeito, em vez de ser um acto meramente teatral, de acção intensa mas lisa, como o primitivo – o acto novo era profundo e inquietador; rasgava véus sobre o Além.”
    Acho que tudo se fez, se disse, com propósito de nos mostrar a possibilidade da autonomia artística (voz, liberdade, linguagem poética, mobilizações política, filosófica…) e o reconhecimento do trabalho através das manifestações de cidadania.
    Durante os territórios escrevi um singelo pensamento:

    Quando tirar da gaveta as escrituras?
    Revisar?
    Esquecer?
    Negar palavras…
    Ah, mulher!!
    As mulheres falam!
    Só desabafam?
    Querem ciência, cansaram do amor…
    Mulher é criatura
    De criação poética
    Ou ex-criaturas.
    Criar,
    Nascer:
    Mulher a cada dia.
    Quebrar essa mulher
    Unidade guardadinha.

    Vlw Pessoal, até a próxima!

  5. Realmente é prazeroso demais poder trocar informações e experiências num espaço onde todos tem algo a acrescentar.
    Se sentir compreendido,acolhido e respeitado, dá um gás danado pra seguir em frente,mesmo com todas as dificuldades que aparecem pelo caminho.
    Agradeço a toda direção das quebradas e principalmente aos quebradeiros que além de ouvirem atentamente nossos projetos, se mostraram solidários e dispostos a ajudar…
    O coletivo Tribo Full é uma semente que vai dar frutos,convido todos a comerem essa fruta doce que sairá desse pé de cultura e cidadania que começamos a cuidar.

  6. Se sentir inquieto com as diferenças de realidade tanto econômicas como de oportunidades que causam sofrimento e dor a muitos e comum em todos nos seres humanos mas agir, isso sim! pode de alguma maneira nos ajudar a nos sentirmos melhor! agir diante de todos esses problemas e algo nobre, que poucos resolvem fazer.

    L.F

  7. Realmente muito bom! Intenso e desafiador, mas acima de tudo um privilégio esse espaço e tempo pra compartilhar um pouco de quem somos e o quê e como o fazemos. Como temos dado significado a quem somos, às escolhas que fizemos, e tudo isso nesse ambiente composto de “gente” literalmente. A tensão do tempo acaba sendo vencida pela identificação que temos uns com os outros, de alguma maneira que não sabemos explicar. Adorei!!!

  8. Parabéns quebradeiros, muito boa apresentação! Foi lindo demais! Aprendendo sempre com todos vocês. Só faltou tempo, mas isso a gente dá um jeitinho.

  9. Maravilhoso nosso 1° Território, apresentação em vinte minutos, Imagino o carinho e o cuidado em preparar tudo para nós.Muito gratificante estar ali ouvindo, atenta a cada projeto,cada idéia, perceber a trajetória da mente-papel-prática realizada por cada um . A dificuldade enfrentada por cada um .É maravilhoso poder participar de um encontro como este, percebendo a importância da trocados saberes. Excelente o encontro de hoje.

  10. Das inquietações se desenvolvem o saber de resoluções.
    Que venham estes no TERRITÓRIO não só de emoções…
    Mas, mostra em equidade de valores a serem atribuídos e aplicados em sociedade!
    Sucesso para Leandro e “MESA”!!!

  11. Coração batendo forte, Tudo ficou tão lindo…
    Confesso: dá vontade de participar de mil momentos como esse. Me preparando aqui para apresentar tudo em vinte minutos e bem bonitinho para os quebradeiros pois eles merecem. Muita calma nessa hora!!!!!
    Beijos e até lá!

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