A imagem das Quebradas

Mesa reúne de grafite à foto-pintura no 1o Território das Quebradas

O primeiro Território das Quebradas 2011 teve início sob a mediação de Maurício, aluno da UQ do ano passado. À mesa, os Quebradeiros Ju Potiguar, Oswaldo da Rocha, Geléia da Rocinha e Suelen Cristina falaram sobre a importância da arte e da imagem.

Ju Potiguar abriu o Território das Quebradas apresentando aos outros alunos as técnicas que utiliza na preparação do suporte para seus trabalhos. A elaboração da tela, que utiliza pano e madeira, foi exibida em um vídeo, aquecendo o público para o que ainda viria na apresentação.

Logo em seguida, Oswaldo falou sobre os Grandes Mestres, reconhecendo a força deles tanto na pintura em geral como em seu próprio trabalho. “Para mim, arte é vida”, disse o palestrante quando questionado sobre o significado da arte.

Já Suélen trouxe para as Quebradas a discussão sobre a foto-pintura, muito utilizada na região nordeste do país. “A técnica mostrava a identidade da pessoa, em uma época em que a fotografia era muito cara”, explicou a jovem artista e Quebradeira. A criação do imaginário e da identidade do nordestino foram muito abordados pela aluna, que enfatizou que através da foto-pintura o artista pode criar um outro universo de fantasia, como nos atuais editores de imagem. “Eu poderia ter uma foto com o Elvis”, brincou Suélen.

O grafitti foi o foco do último momento da mesa e animou a turma. Geléia da Rocinha falou sobre os diversos tipos do movimento artístico, como por exemplo, o “bombing”, que consiste em grafitar trens urbanos, como vemos muitas vezes nas linhas da SuperVia. O Quebradeiro mostrou o desagrado pela definição de grafitti: “Quando definem o grafitti como escrita na parede, eu acho que deveria ser escrita coletiva (…) quem nunca rasbicou uma parede quando era criança?” disse, sorrindo, o palestrante.

Por fim, um acalorado debate tomou conta dos salões da UQ, e a turma inundou o Território das Quebradas com perguntas e contribuições animadas. O resultado não poderia ser diferente: uma mistura de saberes e reflexões – a cara das Universidade das Quebradas!t

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