Alba Lírio e o som na cultura indiana

A aula da professora Alba Lírio, quase não teve palavras, foi uma aula sobre o som. Alba deixou bem claro que para a cultura tradicional indiana não há conceito, o que existe é a experiência, a prática que nos leva ao entendimento.

Cantamos mantras e sílabas raízes, juntos promovemos o Bhāva, um estado da mente que canaliza as energias coletivas para a consciência. Segundo a professora Bhāva é ambiência. Para o indiano a natureza da mente é o silêncio.

Em seguida Alba Lírio abordou as escalas, demonstrou os intervalos entre as notas e promoveu mais uma vez a experiência coletiva do som. Ela apresentou a quarta aumentada, que é considerada diabólica pois não se harmoniza facilmente.

E afirmou que só através da disciplina e da prática pode-se atingir o aperfeiçoamento.

4 comentários sobre “Alba Lírio e o som na cultura indiana”

  1. A aula de Alba foi deliciosa por ser feita de apuro e sensibilidade: escutar é diferente de ouvir.Ouvimos nossa voz interior nos momentos mais críticos? ouvimos os ruídos do mundo e captamos seus sinais,ouvimos os sussurros das árvores,das plantas,dos animais?.Por essas questões é que admirei a aula de Alba que propõe que as palavras e os sons que as representam são veículos para a saúde bem estar de todos(quem canta seus males espanta).Nessas aulas quebradeiras as palavras vem com o MAR e não é que só existe luz a partir do verbo….

  2. Por incrível que pareça, temos muito em comum com os indianos: (além de sermos países emergentes) o sorriso franco,a intensa religiosidade, o amor pela canto e a dança,o gosto pelos condimentos fortes na culinária entre outras características mais sutis.
    Na índia existe uma Yoga devocional chamada Bhakti Yoga que gosto de praticar e que me ajuda a meditar,essa Yoga é formada apenas por canções que louvam as qualidades afetivas de Deus e que nos faz refletir sobre a beleza da criação.
    Existem vários tipos de Yoga para diferentes tipos de pessoas e elas são complementares umas as outras e
    traduzem através de mantras,mandalas,expressões corporais a espiritualidade humana através dos tempos.

  3. Aqui eu tenho uma história para contar. Nasci Beá em homenagem a uma amiga da minha mãe, que, nos anos 70, era professora de Yoga. Quando entrei na faculdade, Beá inspirada por Beá, me matriculei na Yoga. Venho praticando semanalmente nos últimos 34 anos. As vezes eu viajo, mudo de professor, fico doente, tão ocupada que nem posso praticar, (“minha modéstia está acenando” como diz Machado de Assis em Isaú e Jacó, mas mesmo assim eu vou dizer) as vezes eu melhoro.

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