Próxima aula: Geografia da Violência no Brasil, por Silvia Ramos

Vamos discutir padrões de violência no mundo, no Brasil e no Rio de Janeiro, dando especial atenção para as variáveis de gênero, raça, idade e território. Também vamos debater sobre outras formas de violência como os acidentes e os suicídios e compreender o significado da alta taxa de homicídios no Brasil. Falaremos de segurança pública e também de história e cultura. Discutiremos algumas respostas institucionais à violência urbana, como as UPPs, o Pacto pela Vida e outras experiências no Brasil que levaram à redução das taxas de homicídio. Num segundo momento vamos analisar as respostas brasileiras à violência com especial ênfase nas experiências de cultura e arte dos próprios jovens das favelas e periferias.

Data: 01 OUT 2013 (terça-feira)
Horários:
14h às 15h – palestra aos alunos
15h às 16h – debate e perguntas dos alunos

Anexos
Meninos do Rio: jovens, violência armada e polícia nas favelas cariocas – por Silvia Ramos
(Leia também em PDF)

Após a aula faremos uma visita à exposição Vazio de nós da fotografa paraense Berna Reale, acompanhados por Janaína Melo, gerente de educação do MAR.

7 comentários sobre “Próxima aula: Geografia da Violência no Brasil, por Silvia Ramos”

  1. A violê cia é um tema fascinante, mas não podemos simplesmente estudá-la deixando de levarem conta toda acoisa viva que está nela, qual a explicação dela ter crescido em nível mundial alarmantemente neste último século? Será que todos não somos também culpados pela miséria humana que nos abate skrrateiramente, fazendo com que a vida pareça de pouco valor? Que fenômeno é esse que ceifa vidas diariamente? A violência social que determinados grupos sofrem também entrar na discussão, por este motivo gostaria de compartilhar este meu doc registro de 2010 sobre a violência gerada pela homofobia e transfobia:► www.youtube.com/watch?v=e0BRwaQh9gs

  2. Trechos da música ‘Demônio de Farda – Realidade Cruel.

    “A lei é falha e governo rege desastre em massa
    Bandido de farda, sua pele não é parda
    Pra que oprimir canalha?!
    Cê que forja né? Que aqui você não acha nada
    Psicológico abala e o microfone é letal que nem arma
    Desnecessário ser agredido por moleque fardado
    Desorientado, despreparado, mal acostumado, autoritário
    Favelado eles não ouvem gritando socorro
    Ta com medo por que vem se não deve não teme
    No Brasil o poder judiciário é o primeiro que treme
    Ai Boyzão, cê roubo mais cê estudo,
    Seu curso superior te livrou das facadas, morô?!
    Tá vivo ai com o rabo impune ditando as regras
    Aí governador, secretário em segurança
    A sua segurança estimula revolta urbana!”

  3. “Geografia da Violência no Brasil”.

    Os dados são realmente impressionantes e nem tão distantes do que a nossa intuíção nos indicava. Achei interessante a ênfase na tolerância, na passividade, no conformismo à violência, pela sociedade.
    O Brasil é o sexto lugar no “ranking” mundial de homicídios. Que triste isso!
    Temos uma das polícias mais truculentas do planeta.
    A violência tem cor: é negra;
    tem sexo masculino;
    tem idade: é jovem.
    Misericórdia, meu Deus!
    Refletir sobre que cidade queremos para o futuro, sobre a política de segurança Pública e sobre o impacto positivo das unidades de polícia pacificadoras na redução dos homicídios, foi muito enriquecedor. Tecer críticas, questionar, também.
    Impressionante a exposição da Berna Reale, no MAR-Museu de arte do Rio, intitulada de “Vazio de Nós”, que também trata dessa passividade diante do caos.
    Separar um momento para reflexão sobre a obra da Berna, foi fantático!
    A Berna trata do abuso de poder institucional e do extermínio, da hecatombe que vivemos nos nossos dias.
    Destaco aqui a justa manifestação dos professores com intervenção truculenta da polícia combativa.
    Uma exposição da realidade nua e crua, ontem no Centro do Rio de Janeiro. Sem dúvidas, um dia muito impactante para mim.

  4. Esta música tb é um ótimo polaroide para discutirmos a violência:
    Não Se Preocupe Comigo
    F.U.R.T.O

    Não se preocupe comigo
    Mas eu não volto mais pra casa não

    Não se preocupe comigo, mas com o que me aconteceu
    Eu sumi e eles podem levar um outro filho seu

    Sem corpo, sem prova, sem prova, sem crime

    O sal da lágrima fica no gosto que é o costume da língua… em duas falas diferentes
    Mães de Acari na praça de Maio e outras tantas por ai
    Entre o conflito e a indecisão,entre o conflito e a indecisão

    As vítimas não encontradas somos todos nós
    Os que não demos adeus nem rezamos
    nos cemitérios clandestinos da justiça

    Eu que talvez esteja mais próximo que pareça
    Vago no umbral da vida ou nas lembranças da beleza
    Não sei se virei fim ou me perdi em mim
    Mas, nessa expressão posso ser história em recomeço
    Psicografado, nunca esquecido ou requerido
    Não se preocupe comigo
    Mas com a época que devora caminhos e destinos
    Com tanta pressa
    Apagando rastros que nos ensinam e nos permitem voltar

    http://www.youtube.com/watch?v=hDHuhcPiSlQ

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