Isto é uma provocação!

No último encontro, conversamos muito a respeito da função da arte e da literatura. Por que, para que fazer/fruir arte? A beleza salvará o mundo?

A literatura nos encanta e embala. Mas também nos desperta e aguça o senso crítico. E ainda ajuda a inventar o lugar e sua tradição.  Você já viu alguma vez um sabiá cantando numa palmeira? Claro que viu – ao ler a “Canção do Exílio”.  Pois é, a poesia brasileira do século XIX teve papel fundamental na construção de imagens sobre a nação que surgia e se consolidava. Enquanto isso, o que fazia a prosa?

Neste período que antecede o próximo encontro, lançamos uma provocação: pensar um pouco sobre as visões do Brasil e da brasilidade veiculadas pelos romances e textos teatrais. Seguem, abaixo, links de três obras de autores consagrados de nossa literatura: Aluísio Azevedo, Machado de Assis e Martins Pena. O que elas nos dizem a respeito do Brasil em que foram escritas? Dê uma olhada e, com o auxílio dos glossários disponíveis, comece apensar no assunto.

O cortiço (Aluísio Azevedo)
Glossário

Esaú e Jacó (Machado de Assis)
Glossário

Os dous ou o inglês maquinista (Martins Pena)
Glossário

6 comentários sobre “Isto é uma provocação!”

  1. Tais referências não só me provocam como me estimulam.

    Minha mãe sempre falava que antes de aprender a escrever, deve se aprender a ler. Foi lendo que me vi escrevendo.

    Após ler Machado de Assis, escrevi.

    É você, Capitu?

    Estou certo de que se não tivesse ido ao quarto naquela noite não teria acontecido.
    Apenas não era possível fazer nada enquanto meus pais jogavam biriba na sala. Entre um cigarro e algumas dúzias de palavrões eles me chamaram umas duas vezes para fazer parte da jogatina, lembro-me que rejeitei três ou quatro vezes.
    No quarto, parei de frente para o computador, algo me dizia que não era uma boa ideia ligá-lo, na memória me vêm as palavras de mamãe “Esse moleque é teimoso feito o safado do pai”, confesso que nunca contestei a mulher que me pôs no mundo.
    Sento, ligo, logo vem o arrependimento, sigo em frente, automaticamente meus olhos percebem no canto direito da tela algo em vermelho que não para de piscar, aquilo me incomoda, resolvo então verificar o pisca-pisca irritante. Aproximo-me o mais que posso da tela do velho computador.
    O tic-tac do relógio de parede é responsável pela trilha do ambiente seco e escuro, meu mundo para, o relógio continua.
    “Bentinho, me ligue urgente! A Capitu ainda não chegou. Cadê minha filha? Estou indo à policia!”
    Tento fugir do que li penso em fazer companhia aos meus pais, aos palavrões e às cartas. Logo meu pensamento foi interrompido pelo som do ranger da porta do quarto. O vestido caramelo, fita de cetim entre os cabelos, rosto angelical e olhos de mar. Não é preciso dizer que era Capitu que ingenuamente fugiu de casa.
    – É você, Capitu?
    – Bentinho!

  2. Ai que agora deu cólicas para chegar logo kkkk
    Provocadíssima e ansiosa para ver como vai ser dá esse entrelaçamento desses três escritores e as noções que hoje temos de imagens sobre a nação.
    Fiquei encucada, pois amo qualquer trabalho que envolva imagem.

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