LAMBE-LAMBE Sonhos Ambulantes, por Maria di Andrea Hagge

É com muito prazer que convido todos vocês para conhecer  o  teatro lambe-lambe- sonhos ambulantes, um testemunho da imaginação.

Há anos minha inquietude artística espera por esse grande momento de realizar esse sonho, de me transformar num fotógrafo de jardim, através da intervenção artística em espaços públicos.

Com apuro estético, a encenação é uma homenagem a este profissional singular, os lambe-lambes, como eram popularmente conhecidos nas praças públicas, pelas pessoas das camadas mais populares que frequentam até hoje as praças da cidade.

Nesse espetáculo, procurei refazer os limites do meu trabalho de fotógrafa aproximando de outras manifestações artísticas, como o teatro de rua, a poesia e improvisação. Minha maior emoção ao realizar o Lambe-lambe sonhos ambulantes, é lidar com as pessoas que ainda sonham, sem sofisticação e através do meu ofício, esse delírio dionisíaco,  servir como banquete ao público,  à memória e a história desse personagem do nosso folclore urbano, símbolo do potencial de criatividade sem mitos.

Ao longo do caminho, encontrei parceiros incríveis e formei minha família lambe-lambe, meus queridos companheiros dessa NAU, que junto comigo, buscam conjugar coragem, ousadia  e profundo detalhamento artístico para a realização desse espetáculo.

Esse projeto, dedico ao meu maior fã e amado pai, Osmar Hagge.

Não sei se foi por insensatez ou por uma sensibilidade refinada, atributo dos árabes, que suas palavras tempestuosas sopraram em minha direção quando comuniquei a ele há duas décadas atrás, que havia desistido já bem no finalzinho do curso de Direito para me entregar de corpo e alma à fotografia.  Ao final do sermão ele me disse:

“Minha filha, você vai ser uma lambe-lambe de praça, é isso que você vai ser!”

Foi assim como tudo começou e agora, me faz lembrar Victor Hugo:

“As palavras têm  a leveza do vento e a força da tempestade!

 

UM RETRATO MODERNO DE UMA TRADIÇÃO

Através de ações itinerantes em espaços públicos, o Projeto faz uma releitura da antiga tradição dos lambe-lambes e inclui um novo elemento: o teatro fotográfico nas praças públicas.

Reviver- ou viver pela primeira vez- este momento da fotografia, do vestir-se bem para um retrato, do sonho dentro da fotografia, da fotografia feita das lembranças que habitam em cada um de nós, é um verdadeiro presente que só se completará  no encontro com o  público.

Ao final de cada espetáculo do teatro fotográfico,  faremos uma exposição- varal onde todos os retratos-sonhos serão expostos para  que o público possa  aproveitar mais um instante mágico dessa performance fotográfica!

E finalmente cada freguês levará para sua casa, uma linda lembrança de um dia inesquecível: a sua fotografia do lambe-lambe sonhos ambulantes.

 

CONVITE

Quer fazer um retrato de família? Seu sonho era ser violinista?  Gostaria de conhecer a floresta amazônica? Sempre quis ter um retrato vestida de noiva?

Através dessa aura mágica chamada fotografia, o lambe-lambe sonhos ambulantes, traz ao respeitável público, a possibilidade de realizar seus sonhos e encantar  vovô, vovó,  papai, mamãe e sua tia nessa lúdica brincadeira entre o passado e o presente, realidade e imaginação.

Sou um lambe-lambe diferente e engraçado, dentro do meu caixote mágico, revelo sonhos guardados e levo sem demora, o Senhor ou a Senhora para o Rio de Janeiro,  ou que tal uma viagem para o Taj Mahal de camelo?

É num estalar de dedos!

Sou um mágico? Sim  seu freguês, da fotografia!

Venha reviver a antiga tradição dos fotógrafos de jardim- os lambe-lambes, e faça parte do nosso teatro fotográfico, onde o ator principal é você !

A satisfação do cliente ou seu sorriso de volta!

 

Maria di Andrea é quebradeira da 4a turma da UQ

 

2 comentários sobre “LAMBE-LAMBE Sonhos Ambulantes, por Maria di Andrea Hagge”

  1. uou! amei esses retratos! no largo do machado bem tinha um ou dois, mas hoje em dia nem sei dizer! parabéns por recuperar essa fotografia mágica, ainda melhor acompanhada de poesia, teatro, afeto – valeu Maria!!
    xandu

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