Música indiana ecoa na UQ

O último encontro da Universidade das Quebradas teve a presença da musicista, educadora e terapeuta vocal Alba Lírio, que colocou todos os Quebradeiros para cantar na Casa do Estudante Universitário. Além dessa experiência envolvente para todos que puderam presenciar a aula, a UQ contou com um animado bate-papo com os alunos Rafa, Joana D’Arc e Marilene que, junto do convidado das Quebradas, Binho, estiveram no Seminário Estética da Periferia, realizado no início do mês em São Paulo.

Abrindo a tarde, a aula “A voz que nos é devida” trouxe uma vibração intensa e inesquecível para os Quebradeiros. Alba começou a aula indagando a todos sobre seus nomes e dizendo que cada um tem um tom de voz específico. Essa potência vocal logo foi escutada quando a professora entoou um mantra, unindo vozes e corações em uma mesma sintonia.

Deixando todos com a alma mais leve, a professora explicou o porque da sensação “é como passar de uma coisa mais densa a uma mais leve. A passagem é a mensagem”. Mas o mais importante da aula foi o aprendizado sobre a consciência de mente, corpo e arte: “Quanto mais a arte é controlada, limitada, trabalhada, mais ela é livre”, disse Alba, citando Igor Stravinsky.

Rafa, Joana, Marilene e Binho se uniram, na segunda parte da tarde, à Heloisa Buarque de Hollanda e Numa Ciro para discutir os aprendizados que trouxeram na bagagem do Seminário. O projeto Estética da Periferia, de autoria da própria Heloisa e Gringo Cardia, gerou não só exposições no Rio de Janeiro e em Recife e o recente encontro em São Paulo, como é também o embrião da Universidade das Quebradas. O território, portanto, era mais do que familiar!

Todos foram unânimes em dizer que a experiência foi uma aquisição cultural extremamente marcante. “Foi muito interessante, mas o que mais me animou foi ver a parte empresarial e ativa dos paulistas”, afirmou Marilene. “ Outro ponto legal é ver a organização deles em coletivos, muito diferente do que vemos aqui.”

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