Performance: Arte política do corpo

A Aula da profa. Eleonora Fabião, da ECO/UFRJ, deixou uma série de questionamentos sobre arte e performance em si. Não necessariamente precisamos chegar a uma conclusão hermética sobre as questões que ficaram abertas, a única coisa realmente necessária é encarar a arte da performance como um caminho na busca de sentido da produção artística e da própria vida.

A palavra é abrangente, pode aparecer em diversos contextos, associada a diferentes agentes. Performance vem da língua inglesa e quer dizer execução, pode ser pensada como atuação, mas não quer dizer representar, interpretar. O teatro performativo é compreendido mais no campo da execução que do drama em si, apesar de situações emblemáticas poderem originar performances. Na performance a palavra tem força, cria corpo.

O que move a performance (ou o performer em si) é a desautomatização de hábitos, de padrões de comportamento e de cognição. O estado positivo de indefinição é a estratégia.

O que é arte? o que move a arte? o que a arte pode mover? O que queremos que a arte seja e mova? O que queremos que o corpo seja e mova?

A professora Eleonora Fabião seguiu a aula com algumas “contações” de performances realizadas por artistas como o chinês Tehching (Sam) Hsieh (1950) e do americano Willian Pope.l (1955).

Bárbara Reis – Bolsista PIBEX PACC/UFRJ

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