Seminário sobre o Manifesto da Literatura Divergente

No próximo encontro na Universidade das Quebradas vamos promover um seminário sobre o Manifesto da Literatura Divergente. Heloisa Buarque de Hollanda vai coordenar a “mesa em roda” com a presença de um convidado especial; Roberto Silva.

Roberto de Oliveira Silva nasceu na Baixada Fluminense, região do Rio de Janeiro composta por um conjunto de 13 municipios, entre eles Nova Iguaçu, São João de Meriti e Belford Roxo. Em 1992, formou uma das primeiras bandas de rap nacional, a Nocaute, que dez anos depois teria um cd indicado ao Grammy Latino de Música. Formado em Comunicação Social, trabalha como repórter e editor no Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho.

Além de repórter e rapper, Roberto que usa também o nome artístico Eddi MC é produtor de audiovisual e de eventos. Em todas as áreas onde atua, o principal assunto é a desigualdade social.

A participação nesta atividade vai valer ponto! Leiam e tragam o manifesto que foi distribuído na semana passada. O texto na íntegra também está postado no site. Começa 14 horas, até lá!

Para conhecer mais sobre o Eddi MC:

    Artigos na Revista eletrônica ÁFRICA E AFRICANIDADES:

    4 comentários sobre “Seminário sobre o Manifesto da Literatura Divergente”

    1. Literatura Divergente

      Segue a ideia de que tudo que é diferente do contexto Clássico é descartável, quando se fala de Literatura.
      Os textos que trazem o conhecimento popular, com suas peripécias, devem ser tratados com o devido respeito e valor, uma vez que este texto se encaixa dentro de uma visão acadêmica ou não, mas que ele se funde ao rígido sistema arcaico Brasileiro, não dando a chance de repulsa pelos olhares conservadores, que zelam pela integridade da nossa história.
      Não quero ser partidário de uma classe ou outra. Mas, contudo, digo que o saber popular deve fazer parte desse contexto literário fechado que já existe até hoje, fechada as novas ideias, no que diz respeito à Literatura.
      Os Autores da periferia tem mostrado, um grau de conhecimento riquíssimo, no que diz respeito a criatividade Literária, que passa para a Academia a sua própria realidade, nas linhas que discorrem, enriquecidas pela linguagem própria da comunidade.
      Contudo, os Autores desse porte, tem por excelência sua própria vivencia ou a dos outros, ao passo que a literatura clássica é formada por pesquisas ou com material achado em expedições arqueológicas, que inundam as Bibliotecas do nosso país ou os registros dos escritores consagrados, embora mortos, mas que não cedem um lugarzinho sequer para as situações mais contemporâneas.
      Não podemos mais viver assim. No momento em que a globalização nos impulsiona aos valores populares em todo o território, vamos aproveitar e ver que está na hora de abrirmos a janela para o saber periférico e dar a esses novos Literatos a oportunidade de somar, trazendo em seus escritos uma bagagem de vivencia de suas origens.
      a Literatura popular, seja ela pessoal ou não, deve cooperar com o já existente, no intuito de um crescimento plural, que abranja todos os meandros de nossos clássicos consagrados.
      Por isso, sempre que se falar em Literatura Periférica – Literatura Clássica, sempre haverá muito o que dizer. Ambas são de rico valor e devem ser absorvidas com igualdade. Seja na varanda de uma casinha branca ou em uma classe de uma universidade.
      O saber se mesclando. O técnico Científico e o Popular. Logo, Divergente é o termo Único para ambas. Dependendo do ponto de vista de cada analista.
      É para criar discussão no bom sentido da palavra e agregar valores ao que já é.

    Deixe uma resposta